Acordo firmado entre os ministérios do Meio Ambiente e do Turismo pretende fortalecer o ecoturismo no Estado do Rio. Entre as medidas adotadas estão a expansão do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, em Teresópolis; a criação de duas estradas-parque, uma em Paraty e outra em Mauá, para as quais já está assegurado o crédito de R$ 40,8 milhões, como adiantamento do Prodetur; e a liberação de R$ 4 milhões para melhorias na Ilha Grande e no Parque Nacional dos Três Picos, em Nova Friburgo. As obras devem ser anunciadas oficialmente no mês agosto.
De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, os parques brasileiros são pouco defendidos, pouco freqüentados e não dão lucro porque estão sempre na dependência de recursos orçamentários. De acordo com o ministro, nos Estados Unidos, cada US$ 10 (cerca de R$ 17,20) investidos voltam como US$ 20 (aproximadamente R$ 34,40) na forma de serviços ou atividades de ecoturismo.
Minc pretende priorizar em seu mandato seis parques, entre eles o da Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro; da Serra da Capivara, no Piauí; e o Parque Nacional do Jaul, na Amazônia. A área do parque da Serra dos Órgãos, que hoje é de pouco mais de dez mil hectares, será aumentada para 18 mil com a anexação de florestas vizinhas.
- É inadmissível que dos 3,5 milhões de visitantes que freqüentam parques nacionais, 90% estejam concentrados nos parques da Tijuca, no Rio, e das Cataratas do Iguaçu, no Sul do país – destacou o ministro.
Sobre as estradas-parque, Carlos Minc diz que o decreto para a construção será assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que haverá limitações para que o funcionamento delas seja apropriado. As estradas terão limites de velocidade, bichodutos para auxiliar a passagem de animais e mirantes.
Paraty-Cunha e Capelinha-Mauá, trajetos já existentes no Sul do Estado, serão a base para as duas primeiras estradas-parque do Rio.
Na pavimentação dessas estradas serão usados dois tipos especiais de asfalto - um que permite infiltração da chuva e outro que tem borracha em sua composição, tornando assim desnecessário o uso de pneus.
- Pneus poluem e acabam sendo piscina para o mosquito da dengue. Inclusive, defendo a sua não importação. Se não conseguimos reciclar nossos próprios pneus, imagine então comprar esse passivo ambiental de países ricos? - disse Minc.
O ministro também defendeu que cada hidrelétrica do país seja obrigada a adotar um parque e a auxiliar financeiramente seu funcionamento e manutenção.