Com uma extensa programação musical e expectativa de um grande movimento nas venda de produtos locais, será aberta quarta-feira, dia 16, e se estenderá até o dia 20 a Feira de Indústria e Comércio de Quissamã, na Costa do Sol (Região Noroeste).
Organizada pelo Sebrae ( Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) a feira terá 35 estandes com oito ilhas centrais, nas quais serão comercializados, principalmente, artigos produzidos em Quissamã e região. O espaço também inclui uma praça de alimentação, com apresentações musicais diárias.
Com base nos resultados do ano passado, a expectativa é de que a feira gere negócios acima de R$ 150 mil, e uma presença de público estimada em 20 mil, principalmente contando com a vinda de muitos visitantes da região.
-O objetivo é valorizar o comércio local, diz a gerente local do Sebrae, Queilamara Oliveira. Os preços dos produtos variam de centavos (bijuterias, doces) a alguns milhares de reais, como no caso das motos (em torno de R$ 60).
O setor agrícola, de forte presença na economia de Quissamã, será representado no Centro de Convivência do Parque, onde, através de 20 painéis, serão apresentados os principais projetos agrícolas em andamento na região. Nos painéis estarão estampados também aspectos da industrialização, eletrificação rural, agricultura familiar e a estação meteorológica. A valorização do meio ambiente receberá especial atenção.
A história de Quissamã remonta ao início do século XVII, quando sete capitães proprietários de engenhos no Rio de Janeiro recebem de Martim Afonso a concessão de uma sesmaria que ia do Rio Macaé ao Rio Iguaçu.
A sesmaria cresceu em torno de atividades agrícolas, principalmente o plantio de cana de açúcar, e já no século XIX assinalava-se a existência de sete engenhos. Em contraponto com os barões do café no Vale do Paraíba, surgiram os solares luxuosos dos viscondes e barões do açúcar, como a Machadinha e a Mandiquera.
A economia local atingiu seu auge com a construção do canal ligando Campos a Macaé, numa extensão de 100 quilômetros, uma das obras mais importantes do Império, executada com o braço escravo.
O canal, ainda navegável em alguns trechos, restou como relíquia de uma época em que Quissamã ganhava ares da Corte, com a presença de visitantes ilustres como d. Pedro II, o duque de Caxias e Eusébio de Queirós.
O canal Campos-Macaé corta o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, entre os municípios de Macaé, Carapebus e Campos, e chega à Lagoa Feira, uma das maiores formações de água doce do Brasil.
O canal, o parque e as lagoas existentes em seus limites, juntamente com os velhos solares que restaram da época de fausto, formam os principais atrativos do turismo da região, ainda pouco explorado, mas com um grande potencial principalmente para os amantes do ecoturismo e o turismo de aventura.